Ruptura  

“Meu trabalho sempre teve ênfase na forma e na cor. Nos primeiros anos da minha experimentação com a pintura, a cor revestia formas figurativas estilizadas. Aos poucos, as formas se reduziram à abstração geométrica, que vem caracterizando a minha produção nos últimos anos. A paleta contemporânea faz uma releitura-homenagem aos movimentos artísticos Concreto / Neoconcreto, trazendo combinações inusitadas a formas consagradas nos anos 50/60.

 

Ruptura é a minha série mais recente. Em tempos de distanciamento, as linhas se afastam e o ar invade as telas na forma de espaços em branco, que evidenciam novas formas e menos cores. É intencional que esse novo entendimento da realidade se reflita subliminarmente na experiência sensorial do espectador, que metaforicamente, poderá perceber que menos é mais. Porque embora muitas vezes as telas pareçam monocromáticas, cada forma possui um tom único, com diferenças ora mais sutis, ora mais intensas.

 

A nova série surge em grandes formatos, fazendo um paradoxo com a anterior, intitulada Mini Concreto. Vem singular, mas também em dípticos, trípticos e múltiplos.

 

Ruptura representa a nova coexistência, no mesmo plano, mas com distâncias e formas tão singulares.”

 

Patricia Salamonde